quarta-feira, julho 18, 2007

Poesia antiga... Escrita dia 10/07/2007

Gritos

Por quê?

Não acreditas?

Por quê?

Me renegas?

Pronuncio palavras

Doces, Sinceras

Mesmo assim

Incapazes são de penetrar seu coração

O fogo em meu peito

A contagiará

Um dia

Prometo-lhe isso

Continuarei

Pronunciando-as

Continuarei

Sincero

Gritarei!

Gritarei!

Gritarei!

Até que acredites!

O amor

Somente

É limitado

O amor

Aliado

A paixão, ao desejo

Tudo pode

Kianxa

Desejas ser tomada?

Ou

Preferes entregar-te?

Kianxa

Despertaste um leão adormecido

Acendeste a chama imortal

Pretendes fugir agora?

Quem procura acha

Quem brinca com fogo se queima

Você sabia disto, não?

Posso estar errado

Contudo

Prefiro

Arriscar

Descobri o seu segredo

Você tem medo

Descobri o seu segredo

Você prefere se esconder

Medo da distância

Medo de ferir-se

Medo de não ser boa o suficiente

Como eu disse

Posso estar errado

Como eu disse

Assumi um risco

Todas as palavras

Aqui escritas

Podem resumir-se

A meras bobagens

Não tenho como saber

Gostaria muito

Mas

Não tenho como

Choro sem parar

Enquanto

As palavras invadem

As palavras divertem-se

Sinto-a

Fechando-se

Protegendo-se

Eu a faço tão triste assim?

quinta-feira, julho 12, 2007


Estorvo

Por mais que tente

Por mais que acredite

Por mais que sonho

Nunca chego lá

O que me impede?

Serei eu mesmo?

O que me impede?

Não sei

As lagrimas

Secaram

As lagrimas

Acabaram-se

Quero um amor

Quero entregar-me

Quero crescer

Quero, Quero, Quero!

Estou além de ser ajudado

Somente

Uma pessoa pode ajudar-me

Eu mesmo

Esse ai

Desistiu

Há muito

Nossa batalha teve fim

Maldito peso

Impede-me de prosseguir

Maldição!

De que adianta tentar?

Se sei o resultado?

No fim

O único ferido serei eu

O único coração

A chorar lágrimas de sangue

Será o meu

Os únicos olhos

Incapazes de expressar-se

Serão os meus

Para que tentar, então?

Ferir-se?

Dar orgulho a outros?

Quando eu mesmo me repudio?

Sou um estorvo

Sou um peso morto

Sou uma decepção

As pessoas amadas

Outra vez

O sono eterno

Bate a minha porta

Tentador ele o é

Recusei-o

Na ultima vez

Agora

Talvez o abrace

Ele possui o poder

Dar fim a este sofrimento

Ele possui o poder

Para dar-me a paz tão asiada

quarta-feira, julho 11, 2007

Especial?


Um dom

Transforma-se

Facilmente

Em maldição

O potencial

Se não utilizado

Torna-se

Peso morto

Sonhos

Não realizados

Corroem meu peito

Frustração!

Ira!

Ódio!

Mas de quem?

Existe outro culpado?

Existe outro idiota?

Existe outro imponente?

Existe outro medroso?

Não!

Neste mundo

Somente

Existe um

Este um

Tinha que ser eu

Este um

Amaldiçoado

O medo consome

Sonhos não realizados

A frustração corrói

A vontade diminui

O que fazer?

Um tiro na cabeça?

Já pensei nisso

O orgulho impediu-me

Por que?

Fui amaldiçoado com esse Dom?

Por que?

Sonho senão consigo chegar lá?

Posso ver o final

Contudo

Falta-me forças

Para batalhar

A vida passa

Vejo isso

O medo cresce!

A frustração consome!

O que fazer?

Lutar?

Como?

Falta-me ânimo

Preciso de um motivo

Preciso descobrir meu fogo

Preciso acendê-lo o quanto antes

Preciso viver, batalhar, não somente sonhar!

GRITOS!!!!!!

Por que?
Não acreditas?
Por que?
Renega-me?

Pronuncio palavras
Doces, Sinceras
Mesmo assim
Incapaz sou de penetrá-la

O fogo em meu peito
A contagiará
Um dia
Prometo-lhe isso


quinta-feira, julho 05, 2007

Escolhas

Uma escolha

Uma dor

Uma escolha

Uma renuncia

Indifere

Para qual lado tenderei

Indifere

Causarei uma ferida profunda

Encontro-me

Perdido

Entre o fio e a lamina

Quero fugir!

E daí?

Para onde fugirei?

Onde me esconderei?

Procuro um lugar

Inalcançável

Para a dor

Existe tal lugar?

Duas escolhas

Três feridas

Duas pessoas amadas

O terceiro? Eu

A fim de se obter algo

Faz-se necessário

Abdicar de algo

Cruel? Com certeza

Contudo

Verdadeiro

Amaldiçôo meu destino

De que adianta?

Nada muda

Continuo assombrado pela dor

Odeio

Sentir dor

Odeio

Ainda mais causá-la

Meu coração

Pende a um lado

É o errado

Sei disso

Contudo

Sou incapaz

Faltam-me forças

Para confrontá-lo

Ferirei profundamente

Dois corações

Será esse o maldito preço da minha felicidade?

Oh destino cruel!

Por que eu?

Oh destino cruel!

Não agüento mais!

Poupe-me!

Ninguém merece

Passar por semelhante situação

Poupe-me!

Existe ainda

Uma ultima saída

A máxima covardia

A coragem suprema

Um caminho sem volta

Inalcançável pela dor

Desprovido de amor

Um esconderijo

Longe da dor

Ao menos

Para eu

terça-feira, julho 03, 2007

Sorriso Perdido

Rosto de “kianxa”

Jeito de mulher crescida

Sorriso belo

Ilumina meu dia

Perdoe-me

Por minha cegueira

A feri

Sem perceber

Sou assim

Infelizmente

Sou incapaz de perceber

Certos gestos

Preciso

Necessito

Ouvir

Escutar

Certas palavras

Agora só me acreditar

Que chegará o dia do perdão

Agora só me acreditar

Esperar ansiosamente

Pergunto-me

Ter-se-ei a graça de vê-lo

Reluzindo

Iluminando meu dia

Novamente

Sorriso perdido

Vida escura

Sorriso perdido

Esperança despedaçada

segunda-feira, julho 02, 2007

ALMAS COMPLEMENTARES

Aquele calor

Protege-me

Aquele calor

Envolve-me

Os braços dela

Envolvem-me

Prendem-me

Protegem-me

Sou capaz de

Jogar-me a ela

Sem medo algum

Sei que serei pego

Em seus braços de neve

Sinto-me seguro

Sinto-me feliz

Sinto-me completo

Agora sei

Não existem

Almas Gêmeas

Depois de muito pensar

Cheguei a tal conclusão

É um tanto idiota

Contudo é verdadeira

Almas Gêmeas

Inexistem

Almas Gêmeas

...

Existem sim

Almas Complementares

As imperfeições de uma

Complementam as da outra

Duas Almas Gêmeas

Se existirem

Irão se repelir

Não se encaixarão

A graça do amor

Se faz presente

Nas imperfeições

Nas desigualdades

Por isso

Digo

Almas Complementares

E não

Almas Gêmeas

Duas pessoas iguais

Repelem-se

Duas pessoas diferentes

Atraem-se

Almas diferentes

Almas Complementares

Almas entrelaçadas

Brincadeira do destino

Simples brincadeira

Com o tempo

Deixou de sê-lo

Tornou-se algo sério

Algo tão belo

Jamais

Poderia ser

Fruto de duas Almas Gêmeas

A beleza do amor

Consiste em suas imperfeições

A beleza do amor

Faz-se presente na espontaneidade

Olhos de Jade

Fitaram-me

Olhos de Jade

Hipnotizaram-me

Tão adulta

Ainda assim

Tão “kianxa”

Impossível resistir

Aos seus encantos

Impossível resistir

As suas “kianxixes”

Entreguei-me

Larguei-me naqueles braços de neve

Agora só me resta esperar

Acreditar que serei pego

O amor é assim

Dar sem esperar retorno

O amor é assim

A maior das apostas

quinta-feira, junho 28, 2007

LAGRIMAS


A alma entristece

O espírito enfraquece

O corpo sofre

As janelas explanam a dor

Uma falha nessa ordem

Nasce a doença

A incapacidade de explanar

A dor

O processo em si

É natural

Contudo

Algumas pessoas

São incapazes de completá-lo

Quando isto ocorre

Os elementos adoecem

Consumidos pela negritude

Devorados por seus medos

A função das lagrimas

É simples

A função das lágrimas

É essencial

Lagrimas

Muitas pessoas

Acreditam existir um só tipo

Estão plenamente enganadas

As lagrimas fugitivas

Libertam-se da alma

Manifestam-se pelas janelas

Levando consigo a tristeza

As lágrimas do coração

Essas são dolorosas

São lagrimas contidas

É a manifestação da tristeza enjaulada

Enquanto

Sua irmã gêmea liberta-se naturalmente

As lagrimas causam profundas feridas

Feridas eternas

O corpo regenera-se

O espírito recompõe-se

A alma se refaz

O coração

Quando ferido

Cria uma barreira em torno de si

A fim de proteger-se

As feridas

Continuam lá

Para um dia serem sentidas

Um dia

Certamente

Far-se-ão presentes

Lembrando-nos de sua existência

Alguns

Aprendem com a dor

Alguns

Entregam-se a ela

Pergunto a Deusa

Qual deles serei eu?

Escuto em meu coração

“Procure dentro de si”

Trilho um caminho solitário

Possuo um Dom

Possuo uma Maldição

A doença me consome

Minhas lágrimas secaram

Meu espírito batalha diariamente por sanidade

Minha alma enfraquece consumida por minhas fraquezas

As cartas do Destino

Cruel o são

As cartas do Destino

Imutáveis o são

Qual fim me terá?

A loucura?

A desilusão?

A doença?

quarta-feira, junho 27, 2007

Anjo 1a. Parte - By Alucard Teppes


Ser um anjo
É belo
Porém
Triste

Um anjo
Possui o dom
De injetar coragem num coração covarde
Ajudar alguém a se levantar

Contudo
Seu destino é cruel
Ajudar sem esperar nada em troca
Seguir
sempre sozinho

Carregar um coração
Repleto de sentimentos
Sempre solitário

Vivendo à margem da vida
Sempre observando
Vivendo à margem da vida
Vendo-a passar

Experimentando
O sonho deles
Nunca
O seu

Sua grande ambição
Seu grande sonho
Pelo qual seria capaz de tudo
Afim de realizar

Se ao menos
Soubesse como
Definir
Esse sonho indefinido

O anjo
Às vezes
Precisa
De um anjo
O forte
De tempos em tempos
Torna-se
Um
fraco

É duro
Viver sem apoio
É duro
Esfriar o coração

Um anjo
Somente
Alcança seu potencial máximo
Quando luta por alguém!

Um Dom
Raramente
Anda
Desacompanhado

Sua esposa ciumenta
O persegue
Seu nome?
Sina

Um anjo
Precisa cumprir sua missão
Sem jamais envolver-se
Com seu protegido

Contudo
Existem aqueles
Pobres coitados
Que quebram essa regra

Esses infelizes
Sofrem eternamente
De que adianta sentir algo
Se nunca irá poder realizá-lo?

O trabalho do anjo
É somente guiar
Não
Viver junto


Um anjo
Observa
Não
Participa

Sinceramente
Não faço
A menor idéia
Porque estou escrevendo

Isso aqui ta uma merda!
Eu to puto da vida!
Queria ser estrategista!
Queria ser egoísta!

Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?

Transformei-me em anjo?
Estava muito bem
Quieto no meu canto
Feliz com meu gélido coração

Agora
Novamente
Experimento sentimentos
Que preferia deixar enterrados

A maldita dor
Invade meu corpo
Consome meu corpo
Machuca meu coração

De que adianta lutar?
Se estamos destinados a falhar?
De que adianta lutar?
Se nunca teremos o que desejamos?

Finalmente
Compreendi
Aquela
Frase


As espadas do coração
Somente serão herdadas
Por aqueles que
Suportarem o sofrimento interminável

Uma vez
Desejei
Obter
A imortalidade

Hoje
Clamo
Somente
Por um pouco de vida

Fizeram-me
Provar
A mais irresistível das drogas
Viver a vida

Uma vez
Que se prova
É impossível
Voltar atrás

Ter sentimentos
Confiar em alguém
Ser
traído por alguém

Chorar quando se está triste
Rir quando se está feliz
Apaixonar-se
Desiludir-se

Viver a vida
É isso e muito mais
Viver a vida
Vicia

Descobri
Finalmente
Porque as perdi




Queria tornar-me
Humano
Queria tornar-me
Mortal

Cometi
Um erro fatal
Cometi-o
Por pura inocência

Reencontrei-as
Depois de tanto tempo
E
Apaixonei por elas

O desfecho
Não podia
Ser outro

Um mortal
Incapaz o é
De vestir
Asas

Cometi
Um erro
Sofro por isso
Quieto em meu canto

Um mortal
Pode tornar-se um anjo
Um anjo caído
Não!

Então
Meus caros amigos
Um dia
Terei meu fim

Sinceramente
Espero
Viver
Um verão como aquele



Apaixonei-me
Sofri
Divertir-me
Machuquei

Encontrei
Perdi
Alguém
Muito especial

Alguém pelo qual
Derramaria minhas lagrimas
Incontáveis vezes

As derramaria
Até
Derreter o muro
Em volta daquele coração