Memorias de um Sonhador Perdido
sexta-feira, julho 02, 2010
FOGO
O fogo a consumir Impiedosamente a lenha
Parei e pensei
Quantas vezes fugi?
Quantas vezes corri?
Quantas vezes hesitei?
Quantas vezes tive medo?
Talvez,
Lá no fundo
Eu ainda seja uma criança
Talvez
A criança reprimida
Os gritos sufocados
O choro seco
A alma indecisa
Quantos foram feridos?
Pelas minhas falhas?
Quantos? Quantos?
O fogo arde
Hipnotizante ele o é
O observo
Incapaz de não fazê-lo
Para o fogo
Nada importa
Fora queimar
Como ele é simples!
Obstáculos são removidos
Tudo vem depois
Obstáculos são removidos
Queima! Queima! Queima!
O peito dói
Eu fujo
Distraio a mente
O medo invade
Eu fujo
Distraio a mente
Pergunto-me
Quando me tornarei homem
Nunca, provavelmente
Não nasci homem
Sim, este corpo é de um ser humano
Contudo,
A alma destinada a ele
Morreu há muito
Tomei seu lugar
Com uma condição
A realização de um sonho
Tornar o impossível possível
Quando tomei posse
Uma parte do antigo continuou
Prende-me ao mundo humano
Impõe limites
Devido a ela
Sou capaz de ser humano
Mesmo não sendo
Paradoxal, não?
O fogo
A vida
São parecidos
Os dois
São simples
Os dois
Seguem adiante
Nós,
Humanos
Inumanos
Que os estragamos
Vemos
O que não existe
Complicamos
O que não deve
Criamos
Guerras
Dor
Confusão
Simplesmente
Por não
Seguirmos
O caminho
Culpamos outros
Quando erramos
Culpamos outros
Por nossas fraquezas
Fazemos isso
Sem perceber
Estamos acostumados
Tornamo-nos autômatos
Quero mudar o mundo
Sempre desejei isso
Mas como?
Se eu mesmo não mudo?
Aquela, antiga, promessa
Será quebrada
Àquela, antiga, promessa
Peço perdão
Mudarei
Crescerei
Torname-ei digno
Observem minhas amadas
Quando for à hora
Reencontraremos-nos
E então
Somente então
Daremos inicio
A jornada
Quem com o fogo fere
Com o fogo será ferido
Certo?
E quem com as palavras fere?
Nunca quis tomas SEU lugar
Amada Mãe
Nunca quis
Acho que sempre soube, não?
Quero encontrar
Desejo encontrar
Sonho encontrar
Meu lugar
Serei eu
Como o impiedoso Fogo?
Como a graciosa Lua?
Como a simples a Grama?
sexta-feira, abril 11, 2008
Seguindo em frente
Sentimento
Que Devora
Sentimento
Que Confunde
É difícil
Para não dizer
Impossível
Defini-lo
Contudo
Existe uma certeza
A distancia
Machuca
Ao lado dela
Sou tudo
Ao lado dela
Sou nada
Suas doces palavras
Fortalecem-me
Suas ásperas palavras
Enfraquecem-me
Em meus dias tempestuosos
Vejo seu sorriso
Branco como a neve
Revitalizo-me
Meus segredos
Deixam de sê-los
Meus segredos
Violados
Quando brigamos
Lagrimas escarlate fogem de meus olhos
Quando brigamos
Meu mundo perde o encanto
Ao lado dela
Descobri um mundo empolgante
Ao lado dela
Redescobri o fogo do viver
Muitas tentaram
Muitas falharam
Derreter as muralhas geladas
Ela
Somente
Ela
Fora capaz
O coração
Antes
Gélido
Agora
Abriga
A chama imortal
Os sonhos
Esquecidos no fundo da gaveta
Largados pela metade
Os realizarei em sua homenagem
A realização de um sonho
Não tem preço
Somente
Uma árdua jornada a seguir
Fui enfeitiçado
De tal maneira
Tornei-me
Cego para as outras
Contudo,
Não serei escravo
Não serei prisioneiro,
Desta aventura
Seguirei
Com minha vida
Seguirei
Em frente
Sofrerei
A dor dos amaldiçoados
Sofrerei
A crise da desilusão
Com o fim
Uma parte minha irá junto
Pois nenhuma paixão
É vivida duas vezes
Apaixonarei-me novamente
Vivererei intensamente
Outra e outra
Paixão
Jamais
Cometerei este erro novamente
Viver
Esperando por algo
Aprendi a lição
Infelizmente
Foi da pior maneira
Apanhando
Viver é isso
Errar, Cair
Aprender, Levantar
O sonho
Tornou-se
Um pesadelo
De quem é a culpa?
Minha, sem dúvida
Deixei-me levar
Pelo sonhador em mim
Esqueci-me
De algo importante
Sonhar não é viver
Falta algo
A vida possui duas faces
A face sonhadora
A face realista
Esqueci-me
Deste fato
Paguei um alto preço
Por esta lição
Podia ter sido
Lindo, Maravilhoso
Podia ter sido
Mas não foi
A única coisa
Que me resta a fazer
É sofrer
Para depois seguir adiante
Certas coisas
São assim mesmo
Certas coisas
Não eram para ser
Insistir em algo
Morto-vivo
Somente
Traz sofrimento
A pessoa
Para no tempo
Esquece de viver
Esperando por algo
É necessário
Força
Admitir a derrota é doloroso
Seguir em frente é necessário
Era para ser
Não foi
Uma pena
Infelizmente
Não foi
Felizmente
A vida continua
sábado, março 29, 2008
Alucard Teppes
Tudo começa
Tudo termina
Tudo termina
Tudo começa
Uma patada
Ignorância
Uma patada
Confusão
O tempo passou
Saudades
O tempo não retorna
Espada dos sonhos
Terei eu essa glória?
Empunha-la uma vez mais
Estilhaçar as correntes do destino
Devo?
Destruir a felicidade de outros
Para que eu a possua
Seria isso justo?
Lutar por algo perdido
Privar alguém do amor
Para eu tê-lo
Novamente
Seria isso justo?
Ah! Doce consciência!
Inferniza-me
Felizardos o são
Aqueles desprovidos de ti
Olha a chuva
Banho-me nela
Desejo lavar a alma
Encontrar respostas em seu frio abraço
Oh! Tempo cruel!
Furioso! Indomável!
Nada teme
Tudo ante a ti treme
Tahsel
Espada dos sonhos impossíveis
Conceda-me sua graça!
Permita-me destruir o tempo!
Realizar um sonho impossível
Custa caro
Realizar um sonho impossível
É loucura
Não é disso que é feito o coração dos sonhadores?
Loucura? Desejo? Insanidade?
Tahsel! Clamo por ti!
Responda-me, antiga confidente!
Lembre-se, antigo confidente!
O preço do meu poder!
Não me use por usar!
Meu poder carrega um fardo!
Lembre-se!
Realizar um sonho impossível
Desencadeia um pesadelo impossível
Eu me lembro, antiga confidente!
Por isso hesito!
Meu peito arde!
A duvida me consome!
A minha felicidade vale o sofrimento de outro?
Noites em claro desperdiço com esse dilema
Muitos
Diriam sim
Já eu
Não sei
Sempre fostes assim, antigo confidente!
Por isso sempre serei sua
Amaldiçoado com o veneno dos sonhos
Mesmo assim
Luta contra seu próprio coração
Seus desejos te queimam
Contudo
Recusa-te a entregar a alma
Enquanto luta
Paixões ardem em seu peito
Enquanto luta
A chuva lava sua alma
Minha doce e fiel companheira
Indago a ti!
Onde estarão minhas respostas?
Você me responde com seu suave toque
Minha criança onde sempre estiveram
Procure em seu coração
Renego a imortalidade
Invejo os mortais
Vivem pouco mas uma vida apaixonante
De que adianta domar o tempo
Se não tens com quem dividi-lo?
Arrependo-me de ter descoberto isto tão tarde
Seu poder antiga confidente
Recuso-me a usá-lo
Para ferir outros
Minha maldição
É só minha
Minha maldição
É meu fardo
Só meu
Viver o resto da imortalidade
Arrependido por um erro
Viver o resto da imortalidade
Possuído pela loucura!
sábado, março 01, 2008
Alucard Teppes
Bardo
Contar
Iludir
Cantar
Todos
Os seres
Nascem
Portadores
Todos
Os seres
A possuem
Aquela habilidade única
Conhecida como DOM
Todos são excelentes
Em alguma coisa
O completo idiota
Inexiste
O gênio perfeito
Inexiste
Um galanteador
É bom com as mulheres
O guerreiro
Possuí domínio sobre a lâmina
O bardo
Conta
Canta
Iludi
O domínio dos sonhos
Seu lar
Os sonhos
Suas amantes
O lobo solitário
Protege
O lobo solitário
Devota-se a Deusa Gaia
Loucura!
Sonhos morrem!
Loucura!
Pesadelos fogem!
Pesadelos morrem!
Loucura?
Sonhos fogem!
Loucura?
A gaivota
Realiza sua dança
Será ela boa o suficiente?
Poseidon a presentará com o alimento?
As ondulações do oceano
Fazem-me pensar refletir sobre a vida
Percebo que os comparo inconscientemente
Os acordes
Acordam as Musas
Os acordes
Inspiram-me
A felicidade
Contagia
O pôr-do-sol
Reina
Pessoas amadas
Reaparecem
Pessoas amadas
Engrandecem a alma
Um bardo
Um poeta
O que seja!
A felicidade me encontrou!
Gaia
Sorri
Abraça
Aquece
A doença
Transformou-se
Na cura
As espadas reluzem!
Forjadas pela alma!
Afiadas no fogo dos desejos!
As espadas!
Uma vez mais
Sou
Alucard Teppes
O imortal!
As espadas dos sonhos impossíveis
Permitem isso
Minhas queridas
Que saudades!
Minha querida
Terry
Lutemos juntos
Outra batalha!
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Alucard Teppes
Uma vida de ilusões
Uma vida de possibilidades
Uma vida falsa
Uma existência?
Sentimentos contidos
Sensações fingidas
Escondem
As lágrimas do coração
A alma sofre
O corpo se contém
O coração incapaz
Chora!
O tempo passa
Situações acontecem
O corpo envelhece
A alma evoluí
Infelizmente
Jamais teremos tudo
Por que então nos é negado?
A felicidade?
Talvez
Seja por ela
A nossa ganância
Seria ela tão ruim assim?
Guerras nascem
Por sua causa
Pessoas matam
Por sua causa
Esquecemos
Daqueles que usaram-na
A fim de crescer
A fim de ajudar outros
Como sempre
tudo o que posso fazer
É sonhar
Esta é minha sina
Um bardo
Nasceu para observar
Nasceu para apaixonar
Nasceu para iludir
Nós
Recemos uma missão
Contar histórias
Criar esperanças
Os louros da vitória
São destinados aos heróis
As sombras cabem apenas
Contar, apaixonar, criar esperanças
quarta-feira, julho 18, 2007
Poesia antiga... Escrita dia 10/07/2007
Por quê?
Não acreditas?
Por quê?
Me renegas?
Pronuncio palavras
Doces, Sinceras
Mesmo assim
Incapazes são de penetrar seu coração
O fogo em meu peito
A contagiará
Um dia
Prometo-lhe isso
Continuarei
Pronunciando-as
Continuarei
Sincero
Gritarei!
Gritarei!
Gritarei!
Até que acredites!
O amor
Somente
É limitado
O amor
Aliado
A paixão, ao desejo
Tudo pode
Kianxa
Desejas ser tomada?
Ou
Preferes entregar-te?
Kianxa
Despertaste um leão adormecido
Acendeste a chama imortal
Pretendes fugir agora?
Quem procura acha
Quem brinca com fogo se queima
Você sabia disto, não?
Posso estar errado
Contudo
Prefiro
Arriscar
Descobri o seu segredo
Você tem medo
Descobri o seu segredo
Você prefere se esconder
Medo da distância
Medo de ferir-se
Medo de não ser boa o suficiente
Como eu disse
Posso estar errado
Como eu disse
Assumi um risco
Todas as palavras
Aqui escritas
Podem resumir-se
A meras bobagens
Não tenho como saber
Gostaria muito
Mas
Não tenho como
Choro sem parar
Enquanto
As palavras invadem
As palavras divertem-se
Sinto-a
Fechando-se
Protegendo-se
Eu a faço tão triste assim?
quinta-feira, julho 12, 2007
Por mais que tente
Por mais que acredite
Por mais que sonho
Nunca chego lá
O que me impede?
Serei eu mesmo?
O que me impede?
Não sei
As lagrimas
Secaram
As lagrimas
Acabaram-se
Quero um amor
Quero entregar-me
Quero crescer
Quero, Quero, Quero!
Estou além de ser ajudado
Somente
Uma pessoa pode ajudar-me
Eu mesmo
Esse ai
Desistiu
Há muito
Nossa batalha teve fim
Maldito peso
Impede-me de prosseguir
Maldição!
De que adianta tentar?
Se sei o resultado?
No fim
O único ferido serei eu
O único coração
A chorar lágrimas de sangue
Será o meu
Os únicos olhos
Incapazes de expressar-se
Serão os meus
Para que tentar, então?
Ferir-se?
Dar orgulho a outros?
Quando eu mesmo me repudio?
Sou um estorvo
Sou um peso morto
Sou uma decepção
As pessoas amadas
Outra vez
O sono eterno
Bate a minha porta
Tentador ele o é
Recusei-o
Na ultima vez
Agora
Talvez o abrace
Ele possui o poder
Dar fim a este sofrimento
Ele possui o poder
Para dar-me a paz tão asiada
