quarta-feira, novembro 22, 2006

Cárcere de Si Mesmo / Impedimento


Os sonhos
Sua realidade
Consomem-me

Cada dia passado
Sinto-me menos ligado
Esta realidade em que vivo
Logo deixará de ser meu lar

Levantar-me as manhãs
Tornou-se uma penosa tarefa
Sinto-me preso a outro lugar

Um lugar novo,
Onde tudo é possível
Um lugar novo,
Livre das correntes dos limites

Quando cochilo,
Vejo esta realidade
Quando acordo,
Sinto-me um estranho

Algo em meu espírito
Mantém laços firmes
Com esta realidade
Na qual vivo

Incapaz de compreender-me
Muitas vezes indaguei
Por que estou aqui,
Ou ainda,
O que me prende aqui

Ainda não obtive respostas
Contudo um dia
Elas virão
Terei eu a capacidade de compreendê-las?

Talvez esse impedimento
Seja criado
Por ninguém menos
Que o orgulho
Talvez,
Somente talvez,
O orgulho
Queira me impedir de fugir

Irônico, não?
O sentimento mais desprezado
Mantém-me, sustenta-me
Incapacita-me de desistir

O orgulho sozinho é capaz de algo?
Digo,
Será o orgulho capaz de mudar o destino?

Sei que,
Enquanto o fogo cruel queimar
Incapaz serei de transmigrar

Por quanto tempo serei prisioneiro de meu orgulho?
Desejos irrealizáveis
Tornaram o orgulho
Um cárcere

Desesperadamente,
Insanamente,
Furiosamente

Preciso apagar este fogo
Terminar com este tormento
“Cárcere de si mesmo”

Para isso
Possível e impossível
Precisão ser alcançados
Ignorando o custo

Pois,
O orgulho,
Nada mais é,
Do que,
Desejos não realizados

Nenhum comentário: